A principal mudança está na marca, que substitui a estilização cartunesca do mundo com prédio gigantes para uma figura mais minimalista e sofisticada, mas não menos divertida. O símbolo é composto pelas iniciais do nome do canal, fazendo uma brincadeira a representação do copyright. Solução gráfica bastante inteligente já que enfatiza a ideia de que o canal apresenta características que fazem dele a sua “marca registrada”. Entre essas qualidades está a ironia, a irreverência e o bom-humor, também representados no logotipo, a partir da inversão da palavra central de cabeça para baixo. Tudo isso acompanhado de uma composição mais limpa e simétrica que para alguns revelou-se um tanto séria e, portanto, incoerente com o conceito do canal. No entanto, o que a identidade aponta é um amadurecimento de sua comunicação, em comparação a estética infantilizada da marca anterior.
Além disso, essa seriedade é injustificada quando a análise se estende não só para a marca, mas para a todo o pacote gráfico (que aliás é imprescindível quando se trata de design gráfico televisivo). As aplicações variam em diversas cores, animação e disposições formais de maneira bastante flexível, dinâmica e alegre. Algumas vinhetas destacam cenas cômicas da programação com a interferência do símbolo do canal posicionado assim como em qualquer copyright, se adequando brilhantemente a nova marca. Em outras situações, o “CC” aparece acompanhado de silhuetas de personagens e situações bizarras.
Outra preocupação do projeto desenvolvido pelo estúdio nova-iorquino The Lab (que disputou a conta com mais seis estúdios) está na aplicação off-air da marca, integrando de maneira consistente o conceito do canal às mais diversas mídias.
Para aqueles que não aprovaram a mudança, foi criado um perfil no Twitter que faz críticas bem-humoradas sobre a a nova marca. Comparar essa identidade com o caso polêmico do rebrand da Gap não faz muito sentido. No entanto, esse tipo de ação é no mínimo engraçada e, de certa forma, tem tudo haver com a lógica do canal: brincar com os outros e de si mesmo.
>>> Ficha Técnica
Ano: 2010
Canal: Comedy Central
Produção: The Lab
>>> Contribuições: Brand New, Art & Business of Motion e Marcos Vaz
Desde seu lançamento, a MTV anuncia sua primeira mudança na marca. Mas alguns devem se perguntar: Como uma marca que se apresenta de maneiras tão distintas considera essa transformação uma efetivo reposicionamento? Isso está efetivamente nas alterações de sua forma básica que refletem uma mudança efetiva de alguns conceitos e características do canal. Pela primeira vez (pelo menos nos EUA), após 30 anos, o muro grafitado recebeu uma limpeza formal e também um corte reto em sua base, que eliminou a palavra “Music Television” e parte da tradicional letra “M” em perspectiva.Além disso, todas as decisões foram feitas internamente, sem consulta a nenhuma agência. Isso parece bem positivo, já que reflete verdadeiramente (pelo menos em teoria) uma identidade construída com base nos pensamentos e ideias das pessoas que mais entendem e constrõem a corporação.
Falando em design cambiante, essa faceta continuará no novo reposicionamento, mas de forma menos arbitrária, como se pode notar nas primeiras imagens disponibilizadas. A forma servirá como uma máscara de imagens e vídeos, sem interferências e texturizações mais drásticas.
Outro ponto que deve ter causado estranhamento é o “corte” brusco na parte inferior. Essas ideia, juntamente com o efeito de márcara e a eliminação de arestas da letra “V”, talvez demonstre a transformação do símbolo da MTV em uma grande tela (no novo formato wide, é claro) que revelam as novidades do cenário musical e do entretenimento. E agora sem a necessidade de legendas.
>>> Postado por André Luiz Sens
>>> Contribuições: Creative Review e Advertising Age
fevereiro 10, 2010 às 12:03 am | Sei não. Pra mim pareceu um pouco aquela de mudar sem mudar muito, apenas mexer em detalhes pra chamar um pouco de atenção.
Tirar a área de atuação – “Music Television” – pode ser uma ideia interessante, levando-se em consideração o fato de que, pelo menos no Brasil, a MTV não é mais só um canal de música.
Mas esse corte ficou muito cara de trabalho de “sobrinho”. “Vamos transformar a marca em wide, aí a gente corta uma parte da letra – sem muito critério – e pronto, conseguimos o wide”.
Para se adaptar aos novos tempos é melhor reconstruir a marca, adapatar melhor e não apenas cortar.
Muita gente criticou o novo tratametno gráfico do símbolo da Globo mas houve uma mudança geral em cima daquilo que já existia, houve uma adaptação pensada e não apenas uma adição aqui outra ali.
Faltou coragem para a MTV nesse ponto.
fevereiro 10, 2010 às 7:54 pm | É uma marca forte e boa, que deve ter custado caríssimo e dura aí uns 30 anos. É foda mexer numa marca com essas características.
Eu ia usar o argumento da globo ter feito a mesma coisa – a começar pelo formato wide – mas graficamente falando… o corte de baixo ficou PORCO!
Se a intenção era mudar o ponto de perspectiva da marca (olhando assim tem-se a impressão de que ela está num plano e é maior do que o espectador, por conta da parte superior), o fizeram de maneira completamente egoísta – a primeira impressão que tive é de que, realmente, falta um pedaço.
fevereiro 10, 2010 às 8:10 pm | Po ta beeeem estranho. Esta foi a grande mudança da marca?
Passaram a tesoura no logo??
Bom, vamos ver como vão trabalhar com este “novo” simbolo..Só espereo que demorem pra fazer isto no Brasil.
fevereiro 12, 2010 às 7:54 pm | só um toque que a MTV Brasil já não é mais “Music Television” desde 2007, quando adotou a atual versão do seu logo (com o “M” sem nenhuma divisão).
fevereiro 14, 2010 às 6:35 pm | Pois e Arthur.
Realmente A MTv Brasil adotou isto na sua marca.Ate mesmo na sua presentação, fazendo o logotipo esticar ampliar como se fosse uma caixa etc..Sera que aqui a filial brasileira foi pioneira antes da matriz?
fevereiro 17, 2010 às 11:39 pm | [...] adicionais: Vinhetas Universal Everything | Novo logo MTV – by Televisual | O Design MTV – by Televisual | Nova ID Visual MTV – by Televisual | Logo MTV [...]